Agora é sério: dia 11/11, às 20h, na Feira do Livro de Porto Alegre vai ser lançado o livro "Contos de Abandono", onde eu participo com um continho.
É o primeiro "filho"!! E isso dá um friiiiio na barriga...
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Velozes, Furiosos & Filósofos
Meu cunhado comprou um Passat, ano 1984 (a julgar pelo estado, é A.C.), preto, e agora eu estou incumbida de escrever uma cartinha pra um programa global. Nunca fiz, assim, um texto sob encomenda. Não sei se sei escrever sob pressão e com um tema determinado. Ta certo que as redações da escola e aquelas dos mil vestibulares que prestei se encaixavam direitinho no perfil “sob pressão e com um tema determinado”, mas, sei lá!, não é a mesma coisa. Acho que porque o corretor/leitor do texto era um anônimo, alguém que eu nunca vi e que nunca me viu. Dessa vez não, meu textinho vai passar de mão em mão, de olhos em olhos, vai ser criticado, corrigido, mudado na minha frente. E pela Família. Não sei se agüento isso. Não sou escritora por profissão; meu negócio é escrever por pura necessidade.
Mas como eu ia falando, meu cunhado comprou esse meio de transporte ai, que de carro só tem a intenção. Não sei bem como tudo começou, só lembro dele fazendo contas. Precisava de dois mil. Eu imaginei que fosse para a entrada, mas era para a entrada e para a saída. Dois mil um carro?? Bah! “Ah, mas tem que ver que é único dono”. Não entendi o que dois mil reais tinham a ver com um único dono, mas tudo bem. Resolvi me limitar a assistir de camarote a aquisição do “carro antigo”. Carro antigo pra mim é Corvete, Maverick, mas quem sou eu: com 27 anos na cara e nem sei dirigir.
Foi um tal de contribuição da Mãe (vulgo Sogra), do Irmão (que também atende por meu namorado), da Vó (a deles, não a minha), foi venda de cacarecos, bugigangas & afins pessoais. Praticamente um Criança Esperança automotivo, o Passat Esperança. (Sabe que eu to pensando em aderir? Já to vendo: “Gabi Esperança”: ajude a gabi você também!).
Mas falando sério agora, ele conseguiu juntar os dois mil e foi correndo (na verdade foi de ônibus mesmo) até a casa do até então único dono, para efetuar a contratação. Chegando lá, parece que o véio quis dar pra trás. Já to até vendo a cara de picareta do único proprietário: aquela cara meio turca, de bigode, o olho vivo. Praticamente um Mohamed Al-Falkatrua. O Cunha (diminutivo carinhoso de cunhado) esperneando, pedindo pelo-amor-de-deus e o larápio contando e recontando as notinhas: dez beija-flores, vinte e seis micos-leões dourados, quarenta e quatro araras e vinte e seis onças pintadas. Negócio fechado.
Dizem que o Cunha ainda tentou abater uma multa pendurada, mas parece que o único proprietário ameaçou desistir. Ficou nisso mesmo, afinal era uma “baita barbada!!”.
Lá se foi o Cunha pela Avenida Sertório a fora. Ele e o Passat, batendo lata. A primeira providência era levar “a máquina” na estética (na verdade, na loja dele). Acho que não falei que o Cunha curte essas coisas e tem sua própria loja de som automotivo, que também aplica película, reforma, pinta, faz e acontece. O “possante” (há controvérsia) ganhou seu primeiro banho e agora reluz como um besouro.
Comentei com a Família que estava tendo umas idéias pra escrever e que já tinha até traçado algumas linhas. Impressionante como cada um tem sua versão história. A Sogra quer que destaque a necessidade do veículo na vida familiar; meu namorado já prefere o relato dos detalhes sórdidos; e o Cunha? O Cunha quer mesmo é aparecer na televisão e de quebra ganhar um carro novo... se bem que com as últimas fotos que eu vi do veículo, os caras do Lata Velha vão ter muito pouco trabalho.
Voltando ao que interessa, ontem fui comprar uns móveis pra minha casa nova: a tão sonhada mesa de jantar e suas quatro cadeirinhas, umas prateleiras e um armário pra cozinha, dois criados-mudos e uma micro-estante. Como na loja essa se a gente mesmo leva os produtos eles saem mais baratos, lá estava eu, com cara de recém-despejada, na frente do estabelecimento, tentando em vão contatar meu namorado. A gente tinha combinado de se encontrar ali e nada dele. Depois eu soube que pintou um imprevisto e tal. Numa hora dessas, não tive alternativa senão ligar pro Cunha.
Acho desnecessário dizer que ouvi o guri chegando com um quarteirão e meio de antecedência... Lá vinha ele, chacoalhando, com a maior das boas vontades e a menor discrição de escapamento. Pra completar, quando chegou bem na frente da loja fez aquele “POC!” característico. Vai desmontar tudo!, pensei. E pela cara dos seguranças, não fui a única.
Tarefa hercúlea de enfiar todos os meus teréns (novos!) dentro do “possante”, foi, então, a minha vez de embarcar na “máquina”. Com algumas prateleiras entre as pernas, não me agüentei: bah! Mas tem até teto solar. “Tem, mas não tem”. Hein?? “O único proprietário, ele fechou o teto solar. Não abre, ta lacrado.” Ah... mas tu não vai dar um jeito? “Vai saber...”. Vai saber... na dúvida vim agarrada no putz (o famoso puta-merda, mas como tem criança na Família temos que adaptar). Me senti no “Velozes & Furiosos”, confesso. Foi nessa hora que o Cunha se virou pra mim e filosofou: “A vida é louca e eu to só de passat.”
Não tive dúvida: vou escrever o texto, custe o que me custar.
Agora, sentada na frente do computador, os dedos coçam e eu consigo traçar a primeira frase do meu primeiro texto encomendado: “Meu cunhado comprou um Passat...”.
Mas como eu ia falando, meu cunhado comprou esse meio de transporte ai, que de carro só tem a intenção. Não sei bem como tudo começou, só lembro dele fazendo contas. Precisava de dois mil. Eu imaginei que fosse para a entrada, mas era para a entrada e para a saída. Dois mil um carro?? Bah! “Ah, mas tem que ver que é único dono”. Não entendi o que dois mil reais tinham a ver com um único dono, mas tudo bem. Resolvi me limitar a assistir de camarote a aquisição do “carro antigo”. Carro antigo pra mim é Corvete, Maverick, mas quem sou eu: com 27 anos na cara e nem sei dirigir.
Foi um tal de contribuição da Mãe (vulgo Sogra), do Irmão (que também atende por meu namorado), da Vó (a deles, não a minha), foi venda de cacarecos, bugigangas & afins pessoais. Praticamente um Criança Esperança automotivo, o Passat Esperança. (Sabe que eu to pensando em aderir? Já to vendo: “Gabi Esperança”: ajude a gabi você também!).
Mas falando sério agora, ele conseguiu juntar os dois mil e foi correndo (na verdade foi de ônibus mesmo) até a casa do até então único dono, para efetuar a contratação. Chegando lá, parece que o véio quis dar pra trás. Já to até vendo a cara de picareta do único proprietário: aquela cara meio turca, de bigode, o olho vivo. Praticamente um Mohamed Al-Falkatrua. O Cunha (diminutivo carinhoso de cunhado) esperneando, pedindo pelo-amor-de-deus e o larápio contando e recontando as notinhas: dez beija-flores, vinte e seis micos-leões dourados, quarenta e quatro araras e vinte e seis onças pintadas. Negócio fechado.
Dizem que o Cunha ainda tentou abater uma multa pendurada, mas parece que o único proprietário ameaçou desistir. Ficou nisso mesmo, afinal era uma “baita barbada!!”.
Lá se foi o Cunha pela Avenida Sertório a fora. Ele e o Passat, batendo lata. A primeira providência era levar “a máquina” na estética (na verdade, na loja dele). Acho que não falei que o Cunha curte essas coisas e tem sua própria loja de som automotivo, que também aplica película, reforma, pinta, faz e acontece. O “possante” (há controvérsia) ganhou seu primeiro banho e agora reluz como um besouro.
Comentei com a Família que estava tendo umas idéias pra escrever e que já tinha até traçado algumas linhas. Impressionante como cada um tem sua versão história. A Sogra quer que destaque a necessidade do veículo na vida familiar; meu namorado já prefere o relato dos detalhes sórdidos; e o Cunha? O Cunha quer mesmo é aparecer na televisão e de quebra ganhar um carro novo... se bem que com as últimas fotos que eu vi do veículo, os caras do Lata Velha vão ter muito pouco trabalho.
Voltando ao que interessa, ontem fui comprar uns móveis pra minha casa nova: a tão sonhada mesa de jantar e suas quatro cadeirinhas, umas prateleiras e um armário pra cozinha, dois criados-mudos e uma micro-estante. Como na loja essa se a gente mesmo leva os produtos eles saem mais baratos, lá estava eu, com cara de recém-despejada, na frente do estabelecimento, tentando em vão contatar meu namorado. A gente tinha combinado de se encontrar ali e nada dele. Depois eu soube que pintou um imprevisto e tal. Numa hora dessas, não tive alternativa senão ligar pro Cunha.
Acho desnecessário dizer que ouvi o guri chegando com um quarteirão e meio de antecedência... Lá vinha ele, chacoalhando, com a maior das boas vontades e a menor discrição de escapamento. Pra completar, quando chegou bem na frente da loja fez aquele “POC!” característico. Vai desmontar tudo!, pensei. E pela cara dos seguranças, não fui a única.
Tarefa hercúlea de enfiar todos os meus teréns (novos!) dentro do “possante”, foi, então, a minha vez de embarcar na “máquina”. Com algumas prateleiras entre as pernas, não me agüentei: bah! Mas tem até teto solar. “Tem, mas não tem”. Hein?? “O único proprietário, ele fechou o teto solar. Não abre, ta lacrado.” Ah... mas tu não vai dar um jeito? “Vai saber...”. Vai saber... na dúvida vim agarrada no putz (o famoso puta-merda, mas como tem criança na Família temos que adaptar). Me senti no “Velozes & Furiosos”, confesso. Foi nessa hora que o Cunha se virou pra mim e filosofou: “A vida é louca e eu to só de passat.”
Não tive dúvida: vou escrever o texto, custe o que me custar.
Agora, sentada na frente do computador, os dedos coçam e eu consigo traçar a primeira frase do meu primeiro texto encomendado: “Meu cunhado comprou um Passat...”.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Parada obrigatória
Sei que tenho sido bem relapsa, tanto por aqui quanto nos espaços alheios. Não tenho postado, nem lido, nem comentado. Não é descaso não, nem falta do que falar.
Tenho sentido muito, vivido muito. Uma espécie de atropelo da vida, como uma onda enorme que me capota até a beira da praia. Aquela sensação entre o susto e o ridículo.
Tô me mudando. Tô saindo de casa.
Amanhã pego as chaves do meu apê. Frio na barriga.
Sensação entre o susto e o ridículo...
Tenho sentido muito, vivido muito. Uma espécie de atropelo da vida, como uma onda enorme que me capota até a beira da praia. Aquela sensação entre o susto e o ridículo.
Tô me mudando. Tô saindo de casa.
Amanhã pego as chaves do meu apê. Frio na barriga.
Sensação entre o susto e o ridículo...
sábado, 11 de outubro de 2008
Para todo mal há cura
Descobri três coisas que me espantam as tristezas:
uma xícara de chá quentinho
um abraço apertado
e a música que vem da Geral...
http://www.youtube.com/watch?v=0Pj7JikJBH8
uma xícara de chá quentinho
um abraço apertado
e a música que vem da Geral...
http://www.youtube.com/watch?v=0Pj7JikJBH8
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
The book is on the table
No sofá da sala, assistindo TV com o meu irmão, vem ao ar o comercial de uma loja regional de roupas de gosto muito duvidoso.
Ele: - Bah! mas essa musiquinha é de doer!
Eu: - Ahã! e ainda gruda na cabeça! mas pior mesmo é a letrinha: "vesti ficou tri fashion!" bah! sem noção...
Ele: sem noção é tu!
Eu: ??????
Ele: é "be chic, be cool, be fashion"!!!!!
Eu: Ah...
Ele: - Bah! mas essa musiquinha é de doer!
Eu: - Ahã! e ainda gruda na cabeça! mas pior mesmo é a letrinha: "vesti ficou tri fashion!" bah! sem noção...
Ele: sem noção é tu!
Eu: ??????
Ele: é "be chic, be cool, be fashion"!!!!!
Eu: Ah...
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Extra! Extra!
Eu e a Sirigueti, doravante minha colaboradora para assuntos bloguísticos & delirantes, resolvemos escrever uma novela baseada em fatos reais. Na verdade, baseada no processo que tá na mesa dela pra sentença. E, pra competir com a novela glogal das 18h, se chamará "Ciranda Cirandinha".
Nossa heroína, a Maria da Voluntários, sacoleira de profissão, alugou um espaço no xópim de fábricas do Aristides dos Níqueis, poderoso e inescrupuloso empresário. Nosso vilão, com toda a ganância que lhe é peculiar, não cumpriu com o contrato e, olvidando da hipossuficiencia da coitada, simplesmente reduziu o espaço de Maria da Voluntários a uma rélis parede - sim! uma parede!!
A coitada, que antes tinha um luxuoso stand, teve que pendurar suas bolsas (mal) falsificadas do Paraguai naquele mísero cantinho, enquanto Aristides dos Níques engordava sua fortuna com os caça-níqueis instalados no espaço locado e pago pela mocinha. Quanta maldade e prepotência!
O vendedor de churros que tem uma carrocinha ali na frente, ciente de toda a injustiça e vilania, se compadece da pobre coitada e resolve fazer justiça com os próprios churros, digo, com as próprias mãos. Ele ainda não tem nome, mas já tem fisionomia: com direito a bigodinho, jaleco e chapeuzinho branco (tudo muito higiêncico, pra escapar da vigilância sanitária).
Aguarde!!!
Nossa heroína, a Maria da Voluntários, sacoleira de profissão, alugou um espaço no xópim de fábricas do Aristides dos Níqueis, poderoso e inescrupuloso empresário. Nosso vilão, com toda a ganância que lhe é peculiar, não cumpriu com o contrato e, olvidando da hipossuficiencia da coitada, simplesmente reduziu o espaço de Maria da Voluntários a uma rélis parede - sim! uma parede!!
A coitada, que antes tinha um luxuoso stand, teve que pendurar suas bolsas (mal) falsificadas do Paraguai naquele mísero cantinho, enquanto Aristides dos Níques engordava sua fortuna com os caça-níqueis instalados no espaço locado e pago pela mocinha. Quanta maldade e prepotência!
O vendedor de churros que tem uma carrocinha ali na frente, ciente de toda a injustiça e vilania, se compadece da pobre coitada e resolve fazer justiça com os próprios churros, digo, com as próprias mãos. Ele ainda não tem nome, mas já tem fisionomia: com direito a bigodinho, jaleco e chapeuzinho branco (tudo muito higiêncico, pra escapar da vigilância sanitária).
Aguarde!!!
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